segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

RESTABELECENDO A VERDADE


DIREITO DE RESPOSTA

COMUNICADO À IEADERN

No dia 19 de dezembro de 2013, no Jornal de Hoje, foi publicado um "comunicado" subscrito por Laurivan Pereira de Souza, através do qual aduz supostas irregularidades na eleição do atual pastor presidente da IEADERN, ocorrida no início do ano passado, entendendo o subscritor que “a eleição deve ser considerada sem efeito”.

Esse direito de resposta da DIRETORIA DA IEADERN visa, tão somente, esclarecer os fatos narrados no "comunicado", item por item, para que não paire nenhuma dúvida sobre a moralidade da liderança atual da IEADERN, bem como sobre a licitude estatutária e legal do modo como os acontecimentos se desenrolaram na eleição para pastor presidente da nossa instituição.

1º) No Boletim da IEADERN nº 934, o presidente da Igreja, à época, nomeou os membros da comissão eleitoral, “para conduzir o processo eleitoral de escolha do Pastor Presidente da IEADERN”, entretanto um dos membros renunciou e, por isso, o presidente nomeou outro integrante. Ora, o presidente da IEADERN é, sempre, o presidente da Assembleia Ministerial (art. 25, §1º, c/c art. 31, I, b, ambos do Estatuto da IEADERN), daí porque, não estando a Assembleia dos Ministros reunida, cabe ao presidente praticar os atos que são de competência da mesma. Ademais, não existe nenhum artigo no Estatuto da Igreja que mencione que caberia à comissão eleitoral nomear pares. Inequivocamente, isso é da alçada do pastor presidente, que realizou a primeira nomeação, e não se trata de caso omisso, como entende erradamente o subscritor. A ideia do subscritor, de que a comissão eleitoral tivesse nomeado o novo membro, é desprovida de amparo normativo legal ou estatutário, haja vista que ela foi criada apenas "para conduzir o processo eleitoral de escolha do Pastor Presidente da IEADERN".

2º)  No Boletim da IEADERN nº 935, o presidente da Igreja, à época, publicou edital de convocação para os membros da IEADERN comparecerem ao Templo Central para “aprovar a escolha do presidente da IEADERN” no dia 2 de março de 2012, em consonância com a programação sugerida pela comissão eleitoral, no Boletim nº 934. Esse edital teve que ser publicado porque somente o presidente da IEADERN tem competência para convocar Assembleia Geral, nos termos do artigo 22 § 4º, do Estatuto da IEADERN, que diz:

Art. 22 (…)
§4º. A Assembleia Geral será convocada, ordinariamente, pelo Presidente, uma vez por ano, ou extraordinariamente, para reformar o Estatuto, ou quando as circunstâncias o exigirem.(GRIFO ACRESCIDO)

Eventual convocação de Assembleia Geral pela comissão eleitoral, portanto, seria nula de pleno direito, pois feriria o Estatuto da IEADERN. Por tal razão, posteriormente, no uso de suas atribuições estatutárias, no dia 17 de fevereiro de 2012 (quando a comissão eleitoral já estava dissolvida, diante do que disciplina os artigos 19 e 20 do Regimento Interno da IEADERN), o local e a data da realização da aprovação (não da eleição, entenda-se) foram alterados, com vistas a poder haver a maior participação possível da membresia, já que o Templo Central não seria suficiente, pois só abriga aproximadamente duas mil pessoas, quando a IEADERN tem mais de cem mil membros. Por essa razão (quando já não havia mais eleição e, por isso, comissão eleitoral) foi aceita e aplaudida com muita naturalidade, pela universalidade dos membros, as mudanças de data e local da AGE, não existindo qualquer impugnação tempestiva.

3º) Mister explicitar igualmente que, nos artigos 19 ao 21 do Regimento Interno da IEADERN, está descrita a atuação da comissão eleitoral, a qual funciona, tão somente, para apurar os votos dados na Assembleia Ministerial. Na Assembleia Geral a comissão não tem nenhuma função estatutária. O artigo 20, V, do Regimento Interno, narra o último ato da comissão eleitoral, verbis:

Art. 20. (…)
V – concluída a totalização dos votos o Presidente da Comissão Eleitoral, proclamará o resultado da eleição.

Assim, já não seria mais necessária, realmente, a existência da comissão eleitoral no momento da Assembleia Geral, por isso foi o pastor presidente, à época, quem convocou os membros para a Assembleia Geral do dia 10 de março de 2012, em obediência ao artigo 22, § 4º, do Estatuto da IEADERN.

4º) Também foi escrito no "comunicado" veiculado por este jornal que a liderança da IEADERN promoveu “uma festa de posse, simulando uma Assembleia Geral; isso ocorreu com cantores que atraíram membros evangélicos de várias denominações; prejudicando a lisura da manifestação da Assembleia Geral Extraordinária(...)”. Tal afirmação não é verdadeira. A Assembleia Geral, devidamente convocada, contou com a presença livre e espontânea de diversos pastores e caravanas de membros da IEADERN, advindas de todas as regiões do Estado. Quanto aos cantores que entoaram louvores a Deus, antes e depois da Assembleia Geral, eram todos  potiguares, de nossa denominação. Certamente em um ato público que contou com quase 15 mil pessoas, algumas dessas não eram membros da IEADERN, contudo isto em nada interferiu ou maculou a legalidade do resultado obtido naquela Assembleia Geral. 

5º) No fim do "comunicado", há o pedido de que a Assembleia Ministerial considere sem efeito a última eleição presidencial e que seja dissolvida a atual diretoria, sob a alegação que os direitos dos membros foram violados. Nisso, mais uma vez, percebe-se fragilidade jurídica no raciocínio. É que no art. 21 do Estatuto da IEADERN aduz que, as decisões da Assembleia Geral são consideradas coisa julgada. Aliás, as atas das Assembleias Ministerial e Geral do ano de 2012 foram aprovadas e registradas em cartório, não tendo havido qualquer impugnação. Assim, causa muita estranheza uma publicação em jornal quase dois anos depois, quando a situação jurídica já está consolidada e, reprise-se, nunca tendo havido qualquer reclamação administrativa nesse sentido.

6º) O subscritor da matéria, para espanto de todos, no primeiro parágrafo do texto, diz que a eleição “foi conduzida de forma fraudulenta” e, no fim assevera, mais uma vez, que “ficam claras as fraudes da eleição para presidente da IEADERN.” Essas fraudes não foram especificadas e, por isso, será interposta imediatamente interpelação judicial, nos termos do art. 144 do Código Penal, contra o subscritor, para que o mesmo especifique as fraudes alardeadas e as pessoas que as praticaram, para os fins legais.

7º) A IEADERN é uma instituição que conta com quase cem anos de história, a qual sempre zelou e zela pela transparência e legalidade de seus atos, garantindo a todos os seus membros o direito à informação e à liberdade de pensamento. Se houvéssemos sido procurados pelo irmão Laurivan Pereira de Sousa, todas as suas insatisfações seriam suprimidas; contudo, infelizmente, preferiu, por motivos incertos, expor seus pensamentos em "comunicado" aberto ao público, abordando interpretações estatutárias equivocadas e expondo fatos inverídicos, conforme aqui mencionado, quase dois anos depois. Por qual razão? Isso nos traz pesar, pois primamos pela unidade cristã, conforme ensinou Jesus (João 17.21), mas deixamos essas respostas com Deus, que é o justo juiz, e não tem o culpado por inocente (Naum 1.3).

No amor de Jesus Cristo,

Para que todos sejam um,


Diretoria da IEADERN 

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

UM PRÍNCIPE COMENDO COM OS PORCOS - PARTE 04

Marcado pela morte e selado pelo Espírito Santo

Em 1971 a Convenção de Ministros Evangélicos do Rio Grande do Norte – órgão que reúne os pastores da Assembleia de Deus no RN, hoje CEMADERN – transferiu o pastor João Gomes, meu pai, para a cidade de Areia Branca-RN.
Igreja pequena, com dificuldades de adaptação do povo local ao doutrinamento assembleiano, inicialmente rejeitada pelo indicado, foi onde o pastor João Gomes desenvolveu o seu mais profícuo ministério.
Cheguei à cidade com a saúde debilitada, sendo logo adotado por muitos irmãos.  Vivia nos braços do povo, carregado pra cima e pra baixo por irmãs que até hoje guardo no coração.
Um dia, com cerca de 06 anos de idade, após o almoço, sai da mesa chupando uma manga. A intenção, segundo se supõe, era avistar a chegada de papai da cidade de Mossoró. Sem que ninguém percebesse, coloquei a fruta sobre o parapeito da janela e, num esforço descomunal para uma criança daquela idade, subi na mesma. Ao alcançar o alto da janela, pus as mãos sobre a manga e escorreguei. Sem o amparo de ninguém cai e bati com a cabeça no chão da calçada, ficando desacordado.
Um vizinho, senhor Lourival, estava ao longe sentado à sombra de uma árvore. Viu a cena e ficou preocupado. Não vendo nenhuma reação minha e nem a presença de alguém que me socorresse, correu até a nossa casa, chamou por mamãe que, saindo de casa, apanhou-me em seus braços e, gritando por Jesus, me colocou sobre a cama desacordado.
Foi um tremendo golpe. Ali estava eu, desfalecido, ficando com a pele escurecida, sem esboçar nenhum sinal de vida. Ali estava mamãe em desespero, comigo em seu quarto, chorando e orando. Minutos depois, voltou comigo em seus braços, cheio de vida e assustado com o alvoroço de meus irmãos.
Aos sete anos já assumi algumas atividades de auxílio a papai no ministério. Com orgulho e cheio de prazer, pegava uma máquina de datilografia e produzia a escala de cultos para as semanas, com locais e dirigentes, fazendo o rodizio dos obreiros locais e pontos de pregação e congregações. Sentia-me o secretário do pastor João Gomes. Função que assumi, mesmo sem oficialização, até o dia do seu falecimento.
O irmão Severo Marcolino, da Igreja em Grossos-RN, criou uma Campanha de Oração com as crianças do campo de Areia Branca – Grossos, Tibau e Areia Branca – pelo batismo com o Espírito Santo. Foi um dos momentos que nunca me saiu da lembrança. Era lindo ver centenas de crianças em todo o campo serem selados pelo Espírito Santo e falarem em novas línguas. Não me sai da memória os vários cultos onde o poder de Deus se manifestava de forma sobrenatural e aquele derramamento de poder atingia a toda Igreja. Foi num destes dias, em 07 de julho de 1975, que eu e Meida, minha irmã, falamos pela primeira vez em línguas estranhas.
Um dia, uma jovem da Igreja de Areia Branca, Eunice (conhecida como Nicinha, da comunidade de Casqueira), não veio a Igreja. Perguntei pra irmã Joanira por ela e fui informada que estava em casa, acometida por uma forte dor. Sai da Igreja e chegando ao local onde a mesma se encontrava, pus as mãos sobre ela, orei e ordenei a cura. Voltei pra Igreja e alguns minutos depois ela chega e pede pra contar o prodígio que Deus operara.
Esses fatos só aumentava a expectativa do projeto de Deus para a minha vida.


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

UM PRÍNCIPE COMENDO COM OS PORCOS – PARTE 3

Atingido pela Paralisia Infantil – Poliomielite

Ainda residindo em Patu os meus pais foram provados, mais uma vez, acerca de minha saúde e bem-estar.
Ocorreu um surto de Poliomielite (Paralisia Infantil) nos anos 60 no Brasil e em outros países. O vírus da poliomielite é transmitido de pessoa para pessoa, penetra no corpo por vias oral e fica alojada na garganta e no intestino da pessoa infectada. Em alguns casos o vírus se dissemina para o cérebro e coluna vertebral, causando a paralisia.
O tal vírus me pegou.
Meus pais, diante de toda aquela situação, não mediram esforços em busca da minha cura. Passaram a fazer incursões, quase semanais, a cidade de Catolé do Rocha-PB , onde um médico se destacava no tratamento da enfermidade.
Numa dessas viagens, feitas em um Jeep, eles pararam a beira de uma pequena lagoa, para um pequeno descanso. Enquanto se alimentavam me viram levantar e sair caminhando. Alegres e sem compreender aquele fato, rumaram para catolé e lá chegando, relataram para o médico o milagre que havia ocorrido. Puseram-me de pé e quando me soltaram a perna paralítica não reagiu e cai. Estupefatos e frustrados fizeram a consulta costumeira e voltaram para Patu.
As economias provenientes da Igreja eram ínfimas. Eu era o caçula de uma prole de sete (07) filhos.
Um dia, quase hora do almoço, mamãe ainda não havia preparado nada para alimentar a família, justamente por não haver mantimentos.
Papai, num misto de frustração e ressentimento, foi no armário da casa, pegou toda a medicação que o médico receitara para mim, comprimidos e soluções orais, fez um pacote só, e jogou no lixo da calçada da casa pastoral de Patu. Quem o conheceu de perto sabe que ele falava que estes momentos eram momentos de loucura. Entrou para o interior da residência e fez uma oração desaforada:
- Deus a partir de hoje eu não compro um só remédio para este menino. Não vou matar seis (06) crianças de fome, gastando o pouco que me chega as mãos com medicação. Não compro mais e nunca mais prego que tu cura. Não posso pregar algo que não vejo acontecer em minha própria família.
Bendita loucura!
A medicação me fez engordar. Fiquei muito pesado e isto era mais um complicador para o tratamento e era uma dificuldade para me carregarem de um lado pra outro. Na verdade o meu esteio era papai e mamãe que me pegava, um pelo braço e outro por outro, e me lavavam para a igreja.
A Avenida Lauro Maia, onde se localizava a Igreja e a casa Pastoral em Patu era de terra batida. Todas as vezes que me levavam a minha perna ressecada/paralisada riscava o chão da rua. Era um espetáculo deprimente.
Um dia, em uma oração matinal, simples, consagração que se realizava todos os dias na Igrejinha de Patu, eles me levaram. Cabisbaixos, frustrados. Aquela marca no chão de barro da rua foi riscada pela última vez.
Na oração as irmãs, simples, porém fervorosas, iniciaram um clamor. Fizeram um círculo e me puseram no meio. Enquanto oravam o poder de Deus encheu aquele lugar e todos foram cheios do espírito Santo. O momento foi tão intenso de graça e glória dos céus que ninguém se deu conta de que eu comecei a andar, curado radicalmente.
Isto mexeu com aquela cidade. Até hoje, quando chego a Patu, o povo quer rever o menino paralítico que Jesus curou.

Eu só posso dizer Glorias a Deus!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

UM PRÍNCIPE COMENDO COM OS PORCOS - PARTE 2

De milagre em milagre

Quando recém-nascido ainda O Senhor já cuidava de mim de modo especial. 
Logo que nasci fui acometido de difteria. Na época os populares chamavam esta enfermidade pelo nome de “Crupe” que é uma doença infectocontagiosa causada pela toxina do bacilo Corynebacterium diphteriae, que provoca inflamação e lesão em partes das vias respiratórias (amígdalas, faringe, laringe, traqueia, brônquios, nariz) e, às vezes, da pele. A mortalidade total é de 5-10%, subindo para 20% em crianças pequenas e adultos com mais de 40 e naquela época, sem os recursos avançados de hoje a mortalidade era de quase 80%. (78,8% em 1968).
No mesmo período do meu nascimento a irmã Maria, da cidade de Olho d’Água dos Borges-RN havia dado a luz a uma menina. Esta irmã, casada com o irmão Antônio da Várzea, era muito amiga de nossa família. Sua filhinha recém-nascida contraiu também o crupe.
Na luta contra a doença, sem recursos financeiros e médicos disponíveis a morte era uma certeza. Papai passava o tempo todo numa batalha espiritual. Andava da sala para o quarto como um autômato e, quando adentrava o quarto, impunha as mãos sobre o meu corpo e intercedia a Deus pela minha vida.
Uma noite, já sem nenhuma esperança de que Deus me faria viver, abriu a Bíblia Sagrada no Salmo 20, fez a leitura e pôs o livro sagrado sobre o meu peito. Ajoelhou-se e, de face em terra, fez a oração que parecia ser a última. Imediatamente a febre, tosse, inflamações e corizas cessaram. Dormi plenamente como não fazia há vários dias.
Ao amanhecer do dia seguinte apareceu uma mancha escura, quase preta, no lado direito do meu rosto, que foi se dissipando com o passar dos dias. Jesus havia me curado de forma radical.
Na semana seguinte a irmã Maria da Várzea fez uma visita a nossa casa. Veio ver o bebê que havia nascido no mesmo período que sua filha. Quando chegou contou para os meus pais que sua filhinha havia falecido de crupe e que Deus havia mostrado uma cena impressionante a ela. Em sonho ela via quando um barquinho seguia viagem por um rio levando a sua filhinha e a mim. No sonho ela gritava por sua filha e ouvia a voz do pastor João Gomes a me chamar. Eles gritavam muito. De repente ela avistava o barquinho voltando e dentro dele regressava apenas a minha pessoa.
Glorifico a Deus pela sua infinita bondade e pela forma clara com que se revela aos simples.